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ECONOMIA

Maio mantém queda na inadimplência, mas apresenta dificuldade na recuperação de crédito

Redação Bonde com assessoria de imprensa
17 jun 2025 às 15:57

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Os indicadores do Serviço de Proteção ao Crédito da Associação Comercial e Industrial de Londrina (SPC/ACIL), referentes ao mês de maio, registraram menos inadimplentes. Mas, ao mesmo tempo, houve dificuldade na regularização das dívidas dos consumidores negativados.


Negativados

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Na comparação com maio de 2024, houve uma queda de 30% no número de novos inadimplentes, consolidando uma tendência já observada em abril. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2025, a retração no número de novos inadimplentes é de 31,3% em comparação ao mesmo período do ano passado. A queda pode ser explicada por uma contenção no consumo a crédito ou maior cautela financeira das famílias.


Nome limpo


Por outro lado, o índice de devedores que conseguiram limpar o nome, em maio, apresentou nova retração, o que reforça a dificuldade de recuperação financeira no cenário atual. Os dados indicam uma queda de 32% no número de consumidores que saíram da negativação, na comparação com maio do ano passado. No acumulado do ano, o recuo é de 20% entre os consumidores que estavam negativados e regularizaram as dívidas, em comparação ao mesmo período de 2024.


“A redução no número de regularizações indica um ambiente restritivo para a renegociação de dívidas e retomada do crédito, com reflexos diretos sobre a confiança do consumidor e o dinamismo da economia local”, comenta Marcos Rambalducci, consultor econômico da ACIL.


Análise


O economista alerta: “A leitura dos dados de maio sugere que a inadimplência não cresce, mas se cristaliza. A queda no número de negativados não significa melhora das condições financeiras gerais, mas um possível esgotamento da capacidade de consumo. Com menos crédito disponível e maior dificuldade de quitação, o comércio pode sofrer com a redução na circulação de dinheiro”.

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Apesar do quadro desafiador, fatores como geração de empregos formais e crescimento da renda média seguem com potencial para reverter essa tendência para os próximos meses, considera Rambalducci.

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