Economia

Londrina ultrapassa Maringá e volta a ter o 4º maior PIB do Paraná

19 dez 2025 às 17:56
Londrina (52º) ultrapassou Maringá (53º) no ranking de municípios com os maiores PIBs (Produtos Internos Brutos) do Brasil, de acordo com os dados disponibilizados nesta sexta-feira (19), no Estudo PIB dos Municípios 2022-2023, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Apesar de cair uma posição no ranking geral, Londrina apresentou um crescimento de 6,8% em relação a 2022, saindo de R$ 26,2 bilhões para R$ 27,9 bilhões. Maringá perdeu quatro posições, mesmo crescendo 4,3%, de R$ 26,7 bilhões para R$ 27,8 bilhões.

No Paraná, oito cidades - Curitiba (7º), Araucária (40º), São José dos Pinhais (41º), Londrina (52º), Maringá (53º), Ponta Grossa (60º), Cascavel (88º) e Foz do Iguaçu (100º) - estão entre as 100 maiores economias do país. No Top 10 do Brasil, a capital do estado alcançou R$ 120 bilhões em 2023. 


Além disso, 353 cidades do Paraná tiveram aumento do PIB entre 2022 e 2023. As dez principais foram Janiópolis (60,9%), Porto Amazonas (60,7%), Iporã (58%), Farol (57,3%), Mariluz (56,9%), Fênix (54,3%), Pérola d'Oeste (54,1%), Quarto Centenário (53,9%), Engenheiro Beltrão (51,5%), Jardim Olinda (49,7%) e Itambé (49%). Outras 13 cidades tiveram crescimento acima de 40% e 30 cidades, acima de 30%.


Liderando o ranking nacional, São Paulo ultrapassou R$ 1 trilhão, enquanto o Rio de Janeiro se posicionou na sequência, com R$ 418,4 bilhões. A surpresa na lista é a cidade de Maricá (RJ), na quarta posição, que, com pouco mais de 200 mil habitantes, apresentou um PIB de R$ 134 bilhões, superando capitais superpopulosas como Belo Horizonte (MG), Manaus (AM) e Porto Alegre (RS).


Londrina à frente de Maringá


De acordo com o secretário de Planejamento, Orçamento e Tecnologia de Londrina, Marcos Rambalducci, o município, historicamente, sempre esteve à frente de Maringá no montante acumulado do PIB e só foi ultrapassado em 2022. Para ele, os indicadores do IBGE são animadores, apesar de evidenciarem a economia precarizada de Londrina nos últimos anos.


"É um bom indicador, mas isso mostra uma situação complicada da nossa economia, porque, comparando com Maringá, a população de lá é significativamente menor que a nossa. Normalmente, quem tem mais pessoas produz mais. É importante ressaltar que o PIB per capita [valor total dividido pela população] de Maringá é bem maior que o de Londrina", pontua.


Mesmo com quase 150 mil habitantes a menos, Maringá se destaca por ser um polo industrial. Segundo Rambalducci, se Londrina não se industrializar nos próximos anos, terá números cada vez menos relevantes. Ele explica que gestões anteriores de Maringá focaram na industrialização, enquanto as de Londrina não tiveram estratégias definidas. 


"Londrina precisa reequilibrar a sua matriz econômica. Para termos uma dimensão, no início do século, o PIB de Londrina era 50% maior que o de Maringá e agora está quase empatado. Ou seja, a nossa matriz econômica não privilegiou um aumento de riqueza, porque estamos galgados no comércio e na prestação de serviços. A gestão Tiago Amaral busca reverter essa situação, fazendo com que venha mais dinheiro de fora para cá", diz o secretário.


Bons resultados de Maringá


Londrina não deve se manter à frente da Cidade Canção. Rambalducci prevê que o município do Noroeste volte a ultrapassar Londrina na próxima atualização, em 2024. O posto de protagonista do Norte/Noroeste do Paraná deve ser reconquistado por Londrina somente em 2025.


"Podemos atestar isso porque fazemos a comparação dos números de emprego formal das duas cidades. Percebemos que estão bem parecidos, mas, como eles têm mais gente na indústria, o que agrega mais valor, é possível que eles nos ultrapassem novamente", afirma. "Em 2025, há uma possível reversão desse quadro, porque a gestão Tiago Amaral é centrada na geração de emprego. Também temos uma dinâmica de neoindustrialização que vai reverter essa situação. Não olhamos só a indústria, mas o turismo também. Mas isso tudo não é feito de uma hora para a outra, o tempo de maturação é longo", continua.


São José dos Pinhais e Araucária


O secretário de Londrina usa como exemplos São José dos Pinhais e Araucária (Região Metropolitana de Curitiba), que têm, respectivamente, 150 mil e 329 mil habitantes, mas, por meio da industrialização, superaram Londrina e outras grandes cidades do Paraná no ranking de maiores PIBs.


"Londrina era o segundo maior PIB do Paraná, mas, em 2003, perdeu a segunda posição para São José dos Pinhais, porque eles tiveram um processo rápido de industrialização, principalmente pelas montadoras que foram para lá. Lá também há o aeroporto, que é o maior do estado, e agrega muito valor para o município. Em 2005, perdemos a terceira posição para Araucária, por causa do fomento à industrialização também."


Confira abaixo o Top 100 dos maiores PIBs do Brasil:


Posição - cidade - R$ - participação no PIB nacional


1º – São Paulo (SP) – 1,066 trilhão – 9,75%
2º – Rio de Janeiro (RJ) – 418,462 bilhões – 3,82%
3º – Brasília (DF) – 365,669 bilhões – 3,34%
4º – Maricá (RJ) – 134,092 bilhões – 1,23%
5º – Belo Horizonte (MG) – 130,197 bilhões – 1,19%
6º – Manaus (AM) – 127,649 bilhões – 1,17%
7º – Curitiba (PR) – 120,065 bilhões – 1,10%
8º – Osasco (SP) – 119,404 bilhões – 1,09%
9º – Porto Alegre (RS) – 104,743 bilhões – 0,96%
10º – Guarulhos (SP) – 97,557 bilhões – 0,89%
11º – Campinas (SP) – 91,968 bilhões – 0,84%
12º – Fortaleza (CE) – 86,939 bilhões – 0,79%
13º – Salvador (BA) – 76,698 bilhões – 0,70%
14º – Niterói (RJ) – 76,268 bilhões – 0,70%
15º – Goiânia (GO) – 75,780 bilhões – 0,69%
16º – São Bernardo do Campo (SP) – 71,965 bilhões – 0,66%
17º – Barueri (SP) – 71,646 bilhões – 0,65%
18º – Duque de Caxias (RJ) – 70,068 bilhões – 0,64%
19º – Paulínia (SP) – 67,067 bilhões – 0,61%
20º – Recife (PE) – 66,351 bilhões – 0,61%
21º – Jundiaí (SP) – 65,418 bilhões – 0,60%
22º – Saquarema (RJ) – 64,701 bilhões – 0,59%
23º – São José dos Campos (SP) – 61,394 bilhões – 0,56%
24º – Sorocaba (SP) – 58,816 bilhões – 0,54%
25º – Betim (MG) – 52,614 bilhões – 0,48%
26º – Ribeirão Preto (SP) – 52,306 bilhões – 0,48%
27º – Uberlândia (MG) – 51,065 bilhões – 0,47%
28º – Joinville (SC) – 49,815 bilhões – 0,46%
29º – Itajaí (SC) – 48,195 bilhões – 0,44%
30º – Contagem (MG) – 45,092 bilhões – 0,41%
31º – Piracicaba (SP) – 44,351 bilhões – 0,41%
32º – Campos dos Goytacazes (RJ) – 42,953 bilhões – 0,39%
33º – São Luís (MA) – 42,389 bilhões – 0,39%
34º – Campo Grande (MS) – 42,269 bilhões – 0,39%
35º – Belém (PA) – 40,536 bilhões – 0,37%
36º – Cuiabá (MT) – 39,050 bilhões – 0,36%
37º – Caxias do Sul (RS) – 37,860 bilhões – 0,35%
38º – Serra (ES) – 37,649 bilhões – 0,34%
39º – Santo André (SP) – 36,931 bilhões – 0,34%
40º – Araucária (PR) – 34,075 bilhões – 0,31%
41º – São José dos Pinhais (PR) – 33,957 bilhões – 0,31%
42º – Maceió (AL) – 33,749 bilhões – 0,31%
43º – Florianópolis (SC) – 31,190 bilhões – 0,29%
44º – Natal (RN) – 31,162 bilhões – 0,28%
45º – Santos (SP) – 30,961 bilhões – 0,28%
46º – Teresina (PI) – 29,449 bilhões – 0,27%
47º – Canoas (RS) – 29,166 bilhões – 0,27%
48º – Cajamar (SP) – 28,984 bilhões – 0,26%
49º – João Pessoa (PB) – 28,442 bilhões – 0,26%
50º – Indaiatuba (SP) – 28,264 bilhões – 0,26%
51º – Vitória (ES) – 28,257 bilhões – 0,26%
52º – Londrina (PR) – 27,999 bilhões – 0,26%
53º – Maringá (PR) – 27,817 bilhões – 0,25%
54º – Cubatão (SP) – 27,813 bilhões – 0,25%
55º – Camaçari (BA) – 27,418 bilhões – 0,25%
56º – São Francisco do Conde (BA) – 26,505 bilhões – 0,24%
57º – Parauapebas (PA) – 26,421 bilhões – 0,24%
58º – São José do Rio Preto (SP) – 26,390 bilhões – 0,24%
59º – Mogi das Cruzes (SP) – 26,072 bilhões – 0,24%
60º – Ponta Grossa (PR) – 25,583 bilhões – 0,23%
61º – Porto Velho (RO) – 25,402 bilhões – 0,23%
62º – Mauá (SP) – 25,000 bilhões – 0,23%
63º – Blumenau (SC) – 24,871 bilhões – 0,23%
64º – Uberaba (MG) – 23,689 bilhões – 0,22%
65º – Juiz de Fora (MG) – 23,271 bilhões – 0,21%
66º – São Gonçalo (RJ) – 23,063 bilhões – 0,21%
67º – Taubaté (SP) – 22,607 bilhões – 0,21%
68º – São Caetano do Sul (SP) – 22,553 bilhões – 0,21%
69º – Macaé (RJ) – 22,394 bilhões – 0,20%
70º – Rio Verde (GO) – 22,310 bilhões – 0,20%
71º – Aracaju (SE) – 22,291 bilhões – 0,20%
72º – Hortolândia (SP) – 22,163 bilhões – 0,20%
73º – Feira de Santana (BA) – 21,846 bilhões – 0,20%
74º – Diadema (SP) – 21,229 bilhões – 0,19%
75º – Aparecida de Goiânia (GO) – 20,888 bilhões – 0,19%
76º – Limeira (SP) – 20,876 bilhões – 0,19%
77º – Bauru (SP) – 20,654 bilhões – 0,19%
78º – Nova Iguaçu (RJ) – 20,518 bilhões – 0,19%
79º – Anápolis (GO) – 20,432 bilhões – 0,19%
80º – Jaboatão dos Guararapes (PE) – 20,281 bilhões – 0,19%
81º – Dourados (MS) – 20,257 bilhões – 0,19%
82º – Extrema (MG) – 20,204 bilhões – 0,18%
83º – Louveira (SP) – 20,154 bilhões – 0,18%
84º – Petrópolis (RJ) – 19,907 bilhões – 0,18%
85º – Vila Velha (ES) – 19,711 bilhões – 0,18%
86º – Cariacica (ES) – 19,710 bilhões – 0,18%
87º – Jacareí (SP) – 19,692 bilhões – 0,18%
88º – Cascavel (PR) – 19,204 bilhões – 0,18%
89º – Cotia (SP) – 19,060 bilhões – 0,17%
90º – Sumaré (SP) – 19,026 bilhões – 0,17%
91º – Suzano (SP) – 18,618 bilhões – 0,17%
92º – Macapá (AP) – 18,470 bilhões – 0,17%
93º – São Carlos (SP) – 18,386 bilhões – 0,17%
94º – Boa Vista (RR) – 18,234 bilhões – 0,17%
95º – Ipojuca (PE) – 17,972 bilhões – 0,16%
96º – Chapecó (SC) – 17,619 bilhões – 0,16%
97º – Americana (SP) – 17,600 bilhões – 0,16%
98º – São Sebastião (SP) – 17,400 bilhões – 0,16%
99º – Embu das Artes (SP) – 17,290 bilhões – 0,16%
100º – Foz do Iguaçu (PR) – 16,973 bilhões – 0,16%

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