Economia

Fluxo de passageiros no Aeroporto de Londrina tem queda de 12%

22 abr 2026 às 15:31

O Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, encerrou o primeiro trimestre de 2026 com queda de 12,38% na movimentação de passageiros. Dados divulgados pela Motiva, a concessionária responsável pela gestão do terminal londrinense, mostram que o número de pessoas que embarcaram e desembarcaram no município de janeiro a março caiu de 182.606 em 2025 para 159.986 neste ano.


A queda pode estar relacionada à redução de voos a partir do segundo semestre do ano passado. A partir de agosto, a Azul suspendeu um dos dois voos diários diretos entre Londrina e Curitiba, nos dois sentidos, mas antes, Gol e Latam também haviam diminuído o número de linhas para o município. Os efeitos das medidas das empresas aéreas também são observados nos números que apontam a movimentação de aeronaves. No primeiro trimestre deste ano houve uma leve diminuição em relação aos três primeiros meses de 2025. No ano passado, 4.185 aviões pousaram ou decolaram do terminal londrinense. Neste ano, foram 4.152 no período. Os números da movimentação de aeronaves incluem aviação comercial e aviação geral, categoria na qual são classificados os aviões de pequeno porte.


Após intensa mobilização de empresários londrinenses e reuniões com as companhias aéreas realizadas no segundo semestre de 2025, a Azul anunciou a retomada de um voo diário direto entre as duas cidades, nos dois sentidos, mas apenas às terças, quintas, sábados e domingos. Os voos foram restabelecidos a partir de 24 de fevereiro deste ano e elevou a oferta mensal de assentos de 3.920 para 6.860 nas aeronaves da empresa que operam em Londrina.


A Gol também aumentou as opções de voos entre Londrina e o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, a partir do último mês de março. No entanto, o impacto da ampliação das rotas pelas companhias aéreas deve aparecer somente nas estatísticas do segundo trimestre de 2026.


Por meio de nota encaminhada pela assessoria de imprensa, a Motiva destacou que o planejamento estratégico das companhias aéreas é impactado por fatores conjunturais, levando a ajustes sazonais na oferta de voos. “É importante ressaltar que o balanço do primeiro trimestre de 2026 ainda não reflete a retomada das rotas para Curitiba e Congonhas, implementadas somente no final de março”, disse a administração do Aeroporto de Londrina.


A Motiva salientou ainda que segue trabalhando em parceria com o trade para evidenciar o potencial econômico da região. “A expectativa para 2026 é de recuperação, visto as recentes movimentações das companhias aéreas e os preços de passagens cada vez mais atrativos.”


Alimentando a antiga rixa entre Londrina e Maringá, na última quinta-feira (16), a Prefeitura de Londrina divulgou um levantamento que mostra que as viagens aéreas entre Londrina e São Paulo e Londrina e Curitiba estão com preços mais acessíveis na comparação com a cidade do Noroeste paranaense, tanto na ida quanto na volta. Comparando os preços praticados pela Gol e Latam, as maiores companhias nacionais, apontou a pesquisa, a diferença chega a quase 600%. Em valores, a diferença é de até R$ 3,5 mil.


Utilizando a empresa Gol, por exemplo, os passageiros que buscam sair de Londrina para a capital paulista no dia 23 de junho, aterrissando no Aeroporto de Congonhas, encontram preços de R$ 373,33 na ida e R$ 417,04 na volta (24 de junho). Já a rota de Maringá custa R$ 588,92, com valor de R$ 651,04 no retorno.


Pela mesma empresa, a diferença é ainda maior quando o comparativo tem como foco os voos rumo à Curitiba. A passagem de Londrina para a capital, também em 23 de junho, custa R$ 559,33, valor quase 600% menor que a saída de Maringá para o mesmo local, cotada a R$ 4.051,02. As voltas no dia 24 de junho, respectivamente, ficam por R$ 589,53 e R$ 4.047,63.


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