No contexto de inovação, falamos de várias hélices, como o setor produtivo, a academia... E o governo é uma hélice fundamental
De que forma o senhor, Roberto Moreira, pretende transformar o CTD em um polo de desenvolvimento de inovação?
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Eu não acredito em uma solução única para resolver um problema, antes de tudo temos que entender o contexto de quem vive aquele problema e encontrar soluções de tecnologia para resolvê-lo. A tecnologia é só o meio, temos que usá-la para facilitar a vida da pessoa que é impactada por aquele problema. Dou o exemplo de um projeto que já iniciamos com a fila de exames na saúde. Temos uma grande quantidade de pessoas que perdem muito tempo esperando ser chamadas para realizar um exame, e quando são chamadas, isso não tem sido efetivo. Precisamos entender esse contexto, então ouvimos mais de 170 profissionais da Secretaria de Saúde e pessoas que estão esperando na fila para entender como esse problema de fato impacta na vida dessas pessoas e como elas sugerem que pode ser melhorado. Criamos esse grupo de trabalho porque antes de apresentar uma solução precisamos entender o contexto. Na minha visão, a CTD vai se transformar nesse polo não só oferecendo a tecnologia como um fim em si mesmo, mas como ela pode entregar de fato resultado para o cidadão.
Quais ações serão executadas para realizar a Missão da empresa de “Ser referência em integrações de soluções tecnológicas em Govtech e Smart City”?
Essas ações vão ao encontro desse nosso pensamento de olhar os problemas da cidade que o cidadão enfrenta no dia a dia, que as secretarias também enfrentam, e buscar no mercado as melhores soluções. Mas sempre reforçando que a tecnologia é o meio e nós vamos sempre olhar o contexto geral, acredito que assim a gente consiga realizar a missão da empresa.
Como atingir o objetivo ambicioso de “Ser referência nacional até 2030 em soluções tecnológicas para Administração Pública”, conforme preconiza a Visão da empresa?
Essa missão, embora seja muito ousada, acredito que a gente consiga cumprir. Temos muito trabalho pela frente. A CTD é a companhia que tem a maior capacidade de trazer receitas para o município, e isso vai muito ao encontro da nossa visão de usar as soluções aqui em Londrina e depois vendê-las para outras prefeituras para aí sim atingir o âmbito nacional.
Londrina tem um bom ecossistema de inovação, porém ainda há um certo distanciamento entre as demandas do setor produtivo, carente por inovações, e soluções geradas em Londrina, seja por startups, seja por projetos de pesquisa. Como a CTD pode contribuir para enfrentar esse cenário?
Em relação ao ecossistema de Londrina, já temos uma parceria muito forte com a Estação 43, com a OPL de TIC, e minha proposta é sempre colocá-los no centro das discussões. Mostrar a eles qual a visão estratégica da empresa, quais são os planos que o prefeito Tiago Amaral tem para a CTD junto com as demais companhias (CMTU, Codel, Londrina Iluminação): trabalhar de forma integrada para dar soluções das cidades inteligentes. Vamos de fato integrar esses atores para que tenham soluções em Londrina, e vamos poder conhecer as soluções por meio da aproximação com esses arranjos. Não temos como caminhar sozinhos, estaremos sempre juntos com a Estação 43 e com o arranjo produtivo local, a OPL de TIC.
E para finalizar, sempre importante: no contexto de inovação, falamos de várias hélices, como o setor produtivo, a academia... E o governo é uma hélice fundamental. A CTD vem para fazer essa interface do poder público com o ecossistema de inovação.
*Lucas V. de Araujo: PhD em Comunicação e Inovação (USP).
Jornalista Câmara de Mandaguari, Professor UEL, parecerista internacional e mentor de startups.