A primeira fase das obras de expansão da rede de gás canalizado em Londrina foi entregue nesta quinta-feira (20) pela Compagas (Companhia Paranaense de Gás), em um projeto de expansão para o Norte do Paraná. Com a conclusão de quatro quilômetros de rede, Londrina passa a estar conectada a Cambé, abrindo caminho para uma ampla distribuição de biometano na região.
A solenidade de entrega contou com a presença do governador Ratinho Junior (PSD), dos prefeitos de Londrina, Tiago Amaral (PSD), e de Cambé, Conrado Scheller (PSD), e do CEO da Compagas, Rafael Lamastra Junior. Durante o evento, o governador destacou a importância do empreendimento para a modernização do setor industrial e a geração de empregos. "Sabemos que as grandes indústrias precisam de energia para se instalar, e o gás natural é uma alternativa limpa e mais barata. Essa expansão da Compagas será um diferencial para atrair empresas para Londrina, Maringá e toda a região Norte do Paraná", afirmou.
O projeto de expansão da distribuição de gás encanado na região prevê um investimento total de R$ 100 milhões até 2029. Serão implantados 70 quilômetros de gasoduto na área urbana de Londrina, atendendo os setores industrial, residencial, comercial e veicular com biometano, um gás renovável e sustentável. Essa iniciativa faz parte de um plano maior da empresa, que prevê R$ 505 milhões em investimentos em todo o Estado.
A previsão é que 3 mil residências sejam atendidas pelo biometano em Londrina até 2029, especialmente na região da Gleba Palhano, próxima ao Shopping Catuaí. De acordo com Rafael Lamastra, a empresa já firmou contratos para fornecimento do gás a empresas locais, como a Pado e a ESA, com início das operações em outubro.
Transporte público e indústrias
A chegada do biometano também abre possibilidades para a mobilidade urbana de Londrina. Segundo o prefeito Tiago Amaral, a prefeitura pretende adotar o biometano no transporte público a partir do próximo ano. "Com a infraestrutura disponível, queremos que toda a frota da prefeitura e dos serviços terceirizados caminhe nessa direção. No próximo ano, cerca de 40 novos ônibus serão entregues e a ideia é que sejam movidos a biometano", destacou.
Outro ponto destacado pelo prefeito é a possibilidade de produção local do biometano. A administração municipal estuda a criação de um aterro sanitário metropolitano para a transformação do gás metano gerado por lixo orgânico em biometano, tornando o abastecimento ainda mais sustentável.
A indústria também será impactada positivamente pela nova infraestrutura. O plano de expansão inclui o fornecimento de biometano para a Cidade Industrial de Londrina, garantindo um diferencial competitivo para atração de novos empreendimentos.
Expansão para o interior
Maringá também está contemplada na expansão da Compagas, com a construção de 19 quilômetros de gasoduto para atender especialmente o setor industrial. Além disso, está em estudo uma conexão direta entre Londrina e Maringá no ciclo de investimentos entre 2029 e 2032, consolidando a malha de dutos na região Norte.
No contexto estadual, a Compagas prevê a expansão da rede de distribuição para 22 novas cidades, totalizando 34 municípios atendidos. Atualmente, a companhia conta com 58,7 mil clientes e uma rede de mais de 900 quilômetros. Com os investimentos planejados, a expectativa é dobrar o número de consumidores, alcançando 120 mil clientes nos próximos 30 anos.
A expansão também inclui a construção de 52 quilômetros de gasoduto entre Araucária e Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba, passando por Contenda. Essa rede atenderá o setor agroindustrial e uma planta do Grupo Potencial, que deve se tornar o maior complexo de biodiesel do mundo com base em óleo de soja.
(Com informações da AEN e N.Com)