A Coamo Agroindustrial Cooperativa reuniu dezenas de produtores rurais na manhã desta segunda-feira (23) em um encontro na nova unidade da associação na Avenida José Bonifácio, em Cambé, estrutura antes utilizada pela Belagrícola. O objetivo é apresentar a Coamo para os possíveis novos associados que têm propriedades em toda a região.
Airton Galinari é presidente executivo da Coamo e explica que os encontros com os produtos funcionam como um “cartão de visitas” para que eles conheçam a cooperativa e o que vem sendo feito através do associativismo. “Nós estamos convidando os produtores para que eles venham conhecer todos os trabalhos que a cooperativa faz para que eles possam melhorar suas atividades”, detalha, complementando que o objetivo de uma cooperativa é gerar renda para seus cooperados.
A equipe da Coamo, segundo ele, ainda vem fazendo um mapeamento do número de produtores na região, já que a vinda da cooperativa para o Norte do Paraná foi um movimento rápido, assim como ainda não há uma estimativa de quantos novos associados devem integrar a Coamo após essa expansão.
Entretanto, o presidente afirma que a sensação é de segurança, já que muitos produtores da região são associados de unidades em cidades próximas, como Faxinal e Marilândia, e agora têm a opção de migrar para um entreposto mais próximo. “A expectativa é a melhor possível”, afirma.
A compra das quatro unidades de armazenagem agrícola foi anunciada pela Coamo no final de janeiro, cerca de três semanas após o início das negociações. Além de Cambé, as estruturas adquiridas ficam nas cidades de Assaí, Sabáudia e Bela Vista do Paraíso, todas na Região Metropolitana de Londrina. O investimento total foi de R$ 136 milhões, valor que será pago em cinco parcelas. As instalações pertenciam ao Fundo Pátria e estavam arrendadas à Belagrícola desde 2020.
A Coamo foi fundada por 79 produtores rurais em 1970. Hoje, são 32.716 associados, sendo que a cooperativa está presente em 80 municípios do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, totalizando 124 unidades.
Sobre a expansão, o presidente explica que a Coamo quer crescer, mas crescer com objetivo. Segundo ele, a cooperativa compete no mercado frente às grandes multinacionais, tanto no mercado interno quanto externo, sendo fundamental ter uma massa de negociação para continuar crescendo em volume de grãos e peso diante os fornecedores de insumos para trazer um negócio cada vez melhor para os cooperados.
Ele destaca ainda que a região Norte do Paraná tem um potencial produtivo gigantesco, com produtores rurais capacitados, e que, juntos, têm a capacidade de trazer crescimento para todos.
As unidades de armazenamento de grãos vão funcionar como um entreposto, sendo uma “projeção” da sede mais próxima dos cooperados. A expectativa é de que, atingindo um número mínimo de associados, a cooperativa consiga levar para a estrutura uma agência do Credicoamo e uma loja de peças e equipamentos.
Galinari afirma que o cooperativismo vem para mostrar que fazer algo em conjunto é muito mais fácil do que fazer sozinho. Segundo ele, as cooperativas não concorrem diretamente com os seus cooperados, mas trabalham para agregar valor ao que é produzido por eles através, por exemplo, da industrialização.
Ele exemplifica o caso de indústrias de soja ou de etanol, que necessitam de investimentos bilionários. “É difícil o produtor fazer isso sozinho, mas quando ele se junta em cooperativa ele consegue ter massa para fazer esse negócio, tanto condições de pegar financiamentos quanto volume de matéria-prima”, explica.
De acordo com o presidente, isso vale até mesmo para a compra de insumos, em que o valor negociado através da cooperativa é muito mais vantajoso para o produtor do que a compra no mercado. Além do mais, o lucro obtido ao final do ano através da cooperativa também é dividido entre seus associados.
Airton Galinari destaca ainda que os associados da Coamo também têm acesso à créditos através da Credicoamo. A cooperativa de créditos é voltada exclusivamente para os cooperados da Coamo, no que o presidente define como um ecossistema. “Quando o produtor se associa, ele tem o que gente chama de um shopping center, já que ele tem o banco, a loja, onde ele pode comprar tudo aquilo que ele precisa, tem assistência técnica, tem uma unidade de assistência de grãos onde ele pode entregar sua produção com segurança e a comercialização é feita ali também”, detalha, citando que a Credicoamo é uma maneira do produtor de estruturar e crescer junto à cooperativa.
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