O boleto do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) 2026 ainda não chegou na sua casa? A Prefeitura de Londrina negou, nesta segunda-feira (9), que haja atraso na entrega dos carnês e afirmou que o envio está ocorrendo dentro do cronograma definido com os Correios. Segundo a Secretaria Municipal da Fazenda, a distribuição está sendo feita em dois lotes, como nos anos anteriores, e parte dos contribuintes ainda vai receber a correspondência nos próximos dias, com vencimento previsto para março.
De acordo com o secretário da Fazenda, Éder Pires, não há registro de falhas na logística até o momento. O que pode ter motivado a confusão, segundo ele, foi a troca de datas comumente usadas em anos anteriores.
“Não temos, até então, qualquer ocorrência de atrasos. O que acontece é que nos anos anteriores os vencimentos eram dia 31 de janeiro e 14 de fevereiro, porque os carnês sempre foram enviados em dois lotes. A mesma coisa está acontecendo agora, só que dia 10 tem o primeiro vencimento para a cota única ou para quem quiser aderir ao parcelamento”, explicou.
Segundo lote nos próximos dias
O primeiro lote de carnês, com vencimento em 10 de fevereiro, já teve a entrega concluída pelos Correios, conforme o secretário. Já o segundo lote, que vence em 10 de março, começará a ser distribuído ainda nesta semana.
“O primeiro lote, os Correios já deram como concluída a entrega. Temos o segundo lote com vencimento para 10 de março. Esse os Correios vão iniciar a entrega nesta semana. É uma estrutura logística grande com os Correios”, afirmou Pires.
De acordo com ele, a maioria das reclamações registradas até o momento é justamente de contribuintes que fazem parte do segundo lote. Como são quase 300 mil correspondências do imposto em Londrina, os Correios, disse ele, pedem para separar em duas datas de entrega.
O secretário também explicou que os prazos de vencimento foram ajustados para se adequar melhor ao orçamento das famílias. “Nós prorrogamos as datas porque eram incompatíveis com o orçamento familiar, principalmente do assalariado que recebe no quinto dia útil.”
O que fazer se não chegar?
Para quem não receber o carnê dentro do prazo, a Prefeitura orienta que a consulta seja feita pela internet. “A opção ideal é a pessoa acessar o site da Prefeitura de Londrina e clicar no banner do IPTU 2026. Lá é possível fazer a consulta por meio da inscrição imobiliária e do CPF, que podem ser vistos no carnê do ano passado”, orientou Pires.
Pela plataforma digital, o contribuinte consegue acessar o detalhamento do imposto e efetuar o pagamento, inclusive por pix, opção que não está disponível no carnê impresso.
Caso o contribuinte não tenha acesso à internet e o boleto não chegue antes do vencimento, Pires garantiu que o prazo será prorrogado sem prejuízo de desconto ou parcelamento.
“Por exemplo, a pessoa recebeu o carnê dia 15 de fevereiro, mas, no boleto, pede para pagar dia 10 de fevereiro, aí é só a pessoa procurar a Prefeitura que nós já vamos prorrogar para o dia 10 de março. Fica mantido o direito ao desconto e a opção de parcelamento.”
Pix no carnê e economia de papel
A ausência do pix no carnê impresso, segundo Pires, ocorre por uma limitação contratual com a Caixa Econômica Federal. “O contrato com a Prefeitura está desatualizado do ponto de vista tecnológico. O contrato só prevê a impressão de boletos. Vamos renovar em março e pedir a atualização.”
Ele destacou ainda que o novo modelo de envio foi adotado para reduzir custos e desperdícios de papel. “No modelo anterior, o carnê era enviado com o boleto para pagamento à vista ou até 11 parcelas. Porém, mais de 50% das pessoas já pagam à vista, ou seja, impressão perdida. Além disso, os Correios cobram a entrega por peso.”
Com a mudança, os contribuintes passaram a receber apenas duas páginas: uma referente à cota única e outra à primeira parcela. Quem optar pelo parcelamento recebe posteriormente os demais boletos. A Prefeitura estima uma economia de 8 toneladas de papel e R$ 1,5 milhão.
Além da economia, o secretário salientou que o processo ficou mais ágil com a centralização da impressão e da entrega nos Correios.
“Isso otimizou o processo, porque antes o arquivo ia para uma gráfica, que depois mandava a impressão para os Correios. Agora, todo o processo é feito com os Correios. Eles mesmos fazem a impressão e a distribuição”, explicou, dizendo que, mesmo com a necessidade de uma segunda rodada de entregas, o modelo se mostrou vantajoso, já que parte dos carnês do formato antigo acabava “perdido” na mão dos inadimplentes.