Com o pico do escoamento da safra de grãos no Paraná, período em que historicamente o estado registra uma das maiores movimentações logísticas, o tráfego de caminhões e veículos de carga pelas rodovias aumenta exponencialmente. Esse cenário de fluxo intenso traz um fator muitas vezes silencioso e que impacta na segurança viária: a fadiga ao volante.
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Para conscientizar os motoristas sobre os riscos do cansaço físico e mental, a EPR Paraná e a PRF (Polícia Rodoviária Federal) alertam sobre a importância de reconhecer os sinais de exaustão e adotar paradas estratégicas. Essa mobilização faz parte do Programa Conviver, iniciativa da EPR que busca reforçar comportamentos seguros no trânsito, incentivando o respeito com as regras de trânsito, o respeito com os demais usuários e a corresponsabilidade entre todos que compartilham as rodovias.
A fadiga é uma das principais causas de acidentes graves nas rodovias brasileiras. O cansaço reduz drasticamente os reflexos, prejudica a capacidade de tomada de decisão e pode levar ao ‘microssono’, breves apagões que duram poucos segundos, mas que são suficientes para causar colisões traseiras ou saídas de pista.
Sinais de alerta e a regra da prevenção
O corpo humano sempre dá sinais antes de atingir o limite. Motoristas profissionais, que encaram longas rotas durante a safra, devem estar atentos a sintomas como:
- Pálpebras pesadas, ardência nos olhos e piscadas lentas;
- Bocejos constantes e dificuldade em manter a cabeça erguida;
- Dificuldade de focar a visão ou manter o veículo rigorosamente no centro da faixa;
- Esquecimento dos últimos quilômetros percorridos;
- Irritabilidade e inquietação ao volante.
Para a segurança dos motoristas, o tempo ideal de direção contínua não deve ultrapassar duas horas. A orientação é realizar uma pausa de 15 a 20 minutos a cada 2 horas ou 200 quilômetros percorridos.
Nesse contexto, a infraestrutura rodoviária desempenha um papel importante. Os pontos de apoio ao motorista, como as bases dos SAU (Serviço de Atendimento ao Usuário), são essenciais para que o condutor possa esticar as pernas, hidratar-se e recuperar o estado de alerta. No trecho da EPR Paraná, há 14 bases SAU distribuídas estrategicamente ao longo dos 628 quilômetros concedidos. As bases funcionam 24 horas por dia, todos os dias da semana, e contam com estrutura de sanitários, fraldário, água, café, estacionamento, entre outros serviços.
“A segurança viária é nosso principal pilar de atuação muito importante para o Grupo EPR e, por meio do Programa Conviver, buscamos informar sobre boas práticas de segurança e mobilizar escolhas que protegem a vida. Sabemos que o período de safra exige muito dos caminhoneiros, que representam papel fundamental para economia do Paraná. No entanto, o cansaço é um risco invisível que não pode ser subestimado. Nossas bases operacionais e equipes de atendimento ao longo da rodovia estão preparadas e são pontos de apoio para esses motoristas”, afirma o gerente de Operações da EPR Paraná, Mauro Bertelli.
Em parceria, a concessionária e a PRF atuam diariamente para reforçar a importância da conscientização dos motoristas e disseminar mensagens focadas na preservação de vidas.
“O período de escoamento da safra transforma o fluxo das nossas rodovias e exige o dobro de atenção de todos. A fiscalização que realizamos é intensa, mas a educação e a autoconsciência do motorista são indispensáveis. Muitos acidentes graves envolvendo veículos pesados ocorrem porque o condutor ultrapassou seu limite fisiológico tentando ganhar tempo. Parar para descansar não é atraso, é a garantia de que a carga e, principalmente, o trabalhador chegarão ao destino. O trabalho em conjunto com concessionárias como a EPR Paraná nos permite potencializar essa mensagem: respeitar o cansaço é salvar vidas”, alerta o inspetor-chefe da Delegacia Regional da PRF em Maringá, Pedro Faria.