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Alerta em Londrina

Criminosos utilizam CNPJs reais para validar golpes via Pix; saiba como funciona

Claudio Yuge
27 mar 2026 às 07:29

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afra32/pixabay
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O setor de estelionatos da Polícia Civil de Londrina e órgãos de defesa do consumidor têm registrado um aumento na sofisticação de fraudes financeiras digitais nas últimas semanas. A modalidade da vez abandona o "perfil clonado" e foca na credibilidade institucional: criminosos utilizam dados públicos de empresas locais para abrir contas fraudulentas e enganar consumidores e fornecedores.


Diferente de golpes amadores, esta tática confunde a vítima no momento crucial da transação, utilizando o nome real de estabelecimentos conhecidos da cidade como "máscara" para o desvio de valoresA fraude baseia-se na exploração de dados públicos (Razão Social e CNPJ) disponíveis em portais de transparência ou bureaus de crédito.

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O criminoso utiliza esses dados para abrir contas em instituições de pagamento (fintechs) que possuem processos de verificação menos rigorosos. Quando o cliente insere a chave Pix para pagar um produto ou boleto falso, a tela de confirmação do banco exibe o nome correto da empresa.


Só que o valor não entra no caixa da empresa real, mas sim na conta controlada pelo golpista, que pulveriza o dinheiro em segundos para outras contas de "laranjas".


Principais frentes de ataque em Londrina


As denúncias mais comuns apontam três caminhos principais:


Falsos boletos: e-mails que simulam faturas de serviços (condomínios, internet ou fornecedores industriais) contendo apenas QR Codes de pagamento via Pix.


Anúncios em redes sociais: páginas que mimetizam perfis de lojas tradicionais de Londrina, oferecendo produtos com descontos agressivos.


Golpe do agendamento com foco no lojista: o criminoso envia um comprovante de Pix "agendado" e cancela a transação logo após a retirada da mercadoria.


Como se proteger


As autoridades reforçam que a atenção deve ser redobrada nos detalhes da transação:


Verifique a instituição destino: grandes empresas de Londrina raramente operam com instituições de pagamento desconhecidas ou sediadas em outros estados. Desconfie se o banco de destino for atípico para o porte da empresa.


Confirmação de saldo (para empresas): Nunca libere produtos baseando-se apenas em prints de comprovantes. A confirmação deve ser feita diretamente no extrato ou via sistema de gestão (ERP).


Uso do Mecanismo Especial de Devolução (MED): criado pelo Banco Central, o MED é a ferramenta oficial para tentar recuperar valores em casos de fraude. A vítima deve registrar a reclamação no seu banco imediatamente — a agilidade nos primeiros minutos é determinante para o bloqueio do valor na conta de destino.


Se você foi vítima ou se sua empresa teve o nome usado indevidamente, registre o Boletim de Ocorrência na Delegacia Digital do Paraná e comunique o banco originário da transferência para acionar o protocolo de fraude.


Se for a empresa "clonada", emita comunicados oficiais em suas redes sociais alertando clientes sobre os canais legítimos de pagamento.


Leia também:

Como empresas de Londrina podem blindar seu CNPJ contra o "Golpe do Pix"?

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