Ter o WhatsApp invadido ou clonado é uma das situações mais urgentes no universo da segurança digital. Em segundos, o criminoso pode se passar por você para pedir dinheiro a familiares e amigos, disseminar links maliciosos e comprometer sua reputação.
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A Kaspersky identificou uma nova onda de ataques contra usuários do WhatsApp envolvendo páginas falsas de votação, engenharia social e o vírus Maverick, que em três dias bloqueou mais de 62 mil tentativas de infecção e sequestrou contas pelo WhatsApp Web.
O golpe mais comum funciona assim: o criminoso entra em contato fingindo ser do suporte do WhatsApp ou de outra empresa. Em algum momento, pede que a vítima leia em voz alta o código de verificação de seis dígitos que chegou por SMS. Com esse código, o criminoso registra a conta no aparelho dele e assume o controle imediatamente.
Outra técnica identificada pela Kaspersky é o golpe da votação falsa: a vítima recebe um link para um concurso online aparentemente legítimo. Ao acessar, a página copia automaticamente o código de login do WhatsApp Web e entrega o acesso ao criminoso — sem que a vítima perceba o que aconteceu.
Há ainda o golpe do compartilhamento de tela: o criminoso liga se passando por representante de banco ou prestadora de serviços e pede para a vítima compartilhar a tela do celular. Durante a chamada, captura dados bancários, senhas e códigos de verificação. A Kaspersky alerta que essa técnica, já registrada em Portugal, tem potencial crescente de expansão no Brasil.
Passo a passo para recuperar o WhatsApp hackeado
O primeiro passo é fazer login no WhatsApp usando seu número de telefone para se registrar novamente. Você receberá um código de seis dígitos por SMS. Ao inserir esse código, a pessoa que está usando sua conta fraudulentamente será desconectada automaticamente, já que o WhatsApp permite apenas um número registrado por vez.
1.Abra o WhatsApp, insira seu número e solicite o código de verificação por SMS.
2. Insira o código recebido. Isso derruba o acesso do invasor imediatamente.
3. Se houver um PIN de verificação em duas etapas ativo (criado pelo hacker), aguarde sete dias — o WhatsApp permite redefinir o PIN após esse período se você tiver acesso ao e-mail cadastrado.
4. Denuncie a conta clonada por e-mail para support@whatsapp.com ou pelo próprio aplicativo. Avise seus contatos imediatamente — por Instagram, ligação ou outro canal — para que ninguém caia em golpes enviados pelo seu número enquanto o criminoso ainda tiver acesso.
5. Após recuperar o acesso, vá em Configurações > Dispositivos Conectados e desconecte todos os aparelhos desconhecidos.
6. Ative a verificação em duas etapas com um PIN que só você sabe — e cadastre um e-mail de recuperação confiável.
Se seu chip foi clonado (SIM swap): entre em contato imediatamente com sua operadora, informe que o chip foi comprometido e solicite bloqueio e emissão de novo chip com o mesmo número. Sem isso, o criminoso pode continuar recebendo os códigos de verificação no chip clonado.
Como se proteger para não ser hackeado
Nunca compartilhe o código de seis dígitos que chega por SMS — com absolutamente ninguém, nem com quem se identifica como suporte do WhatsApp. Nunca compartilhe a tela do celular com desconhecidos. Desconfie de links recebidos por grupos ou contatos, mesmo que pareçam inofensivos, como convites para votações ou sorteios.
Para denunciar, você pode registrar boletim de ocorrência na Delegacia Eletrônica da PCPR (delegaciaeletronica.pr.gov.br) ou buscar atendimento especializado no Nuciber (Núcleo de Combate aos Cibercrimes), na Rua Pedro Ivo, 672, Centro de Curitiba, pelo telefone (41) 3304-6800.