Documentos da contabilidade secreta do doleiro Alberto Youssef indicam que houve um depósito de R$ 160 mil na conta de um membro efetivo nacional do PP, Márcio Roberto Pagano. O crédito foi feito pela M.O Consultoria Comercial e Laudos, empresa de fachada pela qual o doleiro distribuía propinas a título de "pagamento a fornecedores". As informações são do repórter Fausto Macedo, do Estado de São Paulo.
Documentos apontam que o pagamento foi realizado no dia 4 de janeiro de 2011. O laudo da Polícia Federal (PF) reforça as suspeitas de que Youssef distribuía dinheiro para partidos políticos, diretórios e deputados em troca de favores.
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Deputados do PP já foram citados como beneficiários de transferências. Nelson Meurer (PR) foi beneficiário de R$ 500 mil, Roberto Teixeira (PE) recebeu R$ 250 mil e Roberto Britto (BA) ficou R$ 100 mil. O nome deles aparecem nas correspondências eletrônicas do doleiro. Todos declararam os valores ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Aline Corrêa (SP), filha do ex-presidente do PP, Pedro Corrêa, também aparece como destinatária de R$ 250 mil.
A Operação Lava Jato investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões. Pagano não foi localizado pelo Estado de São Paulo para comentar os depósitos.