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Aumento preocupante

Brasil deve registrar 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028

Heloísa Gonçalves - Redação Folha
20 fev 2026 às 17:10

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Foto: Heloísa Gonçalves
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O câncer caminha para se tornar a principal causa de morte no Brasil, possivelmente superando as doenças cardiovasculares em um futuro próximo, visto que o país deve registrar cerca de 781 mil novos casos da doença por ano até 2028. Os dados escancaram o envelhecimento da população, mas também, desigualdades regionais e socioeconômicas no acesso às ações de prevenção, rastreamento, diagnóstico precoce e tratamento. A avaliação é trazida na “Estimativa 2026: incidência de câncer no Brasil”, publicada pelo INCA (Instituto Nacional de Câncer) com projeções para o triênio de 2026 a 2028. Com base nos atendimentos no HCL (Hospital do Câncer de Londrina), o cenário observado no município vai ao encontro dos índices nacionais.


Entre os homens, os tumores mais incidentes neste e nos próximos dois anos serão os de próstata (30,5%), cólon e reto (10,3%), pulmão (7,3%), estômago (5,4%) e cavidade oral (4,8%). Já entre as mulheres, destacam-se os de mama (30%), cólon e reto (10,5%), colo do útero (7,4%), pulmão (6,4%) e glândula tireoide (5,1%). A estimativa ressalta que o câncer de pele não melanoma segue como o mais frequente em ambos os sexos, porém, é apresentado separadamente em razão de sua alta incidência e baixa letalidade. Quando tumores deste tipo são excluídos da contagem, a projeção é de aproximadamente 518 mil casos anuais até 2028.

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Disparidades regionais


Neoplasia se refere ao crescimento anormal e descontrolado de células no organismo, resultando na formação de massas ou tumores que podem ser benignos ou malignos. Este último caso é conhecido como câncer.


Entre as mulheres e atrás somente do câncer de mama, o tumor do colo do útero figura na estimativa do INCA como a segunda neoplasia mais incidente nas regiões Norte e Nordeste. É a terceira na Centro-Oeste, “perdendo”, respectivamente, das neoplasias malignas na mama e no cólon e reto, mesmo apresentando grande possibilidade de prevenção e erradicação. O número estimado de novos casos para cada ano do triênio é de 19.310.


A vacina contra o HPV (Papilomavírus Humano) é a melhor e mais eficaz forma de proteção contra a doença, sendo que a detecção precoce inclui o rastreamento e o tratamento das lesões antecessoras. Quando se faz a comparação com áreas de maior desenvolvimento econômico, o levantamento ratifica a desigualdade no acesso às ações aliadas e aos serviços de saúde.


Na região Sudeste, por exemplo, os novos casos de câncer do colo do útero previstos para o triênio devem configurá-lo no quinto lugar. No Sul, estará na quarta posição, precedido do câncer de mama, colorretal e traqueia, brônquio e pulmão.


Os números também evidenciam discrepâncias relacionadas a outras neoplasias malignas. Enquanto o câncer de estômago ocupa o segundo e o terceiro lugares em homens nas regiões Norte e Nordeste, respectivamente, tumores fortemente associados ao tabagismo, como os de pulmão e cavidade oral, predominam no Sul e no Sudeste.


O que evitar e o que fazer


Conforme o INCA, os padrões Brasil adentro refletem a correlação entre fatores demográficos, estilos de vida e exposições ocupacionais e ambientais. Os dados salientam os desafios do SUS (Sistema Único de Saúde) e a importância de fortalecer a prevenção primária, além da estruturação de políticas voltadas ao rastreamento e diagnóstico oportuno, que aumentam as chances de cura e reduzem a mortalidade.


Mesmo em baixas doses, o consumo de álcool deve ser evitado e aliado ao controle do tabagismo, ambos associados a diferentes tipos de neoplasias malignas. Em consonância, a alimentação saudável e a realização de atividade física reduzem o risco de diversos tipos de tumores.


Perfil epidemiológico


Para o triênio de 2026 a 2028 no Paraná, o INCA estima 45.910 novos casos de câncer por ano. Considerando a população de 11,8 milhões habitantes, a incidência é de 386 novos casos por por 100 mil habitantes. Sem contar os tumores de pele não melanoma, estão previstas 30.650 novas ocorrências. Com cenário parecido com o observado no país, os destaques a nível estadual são os cânceres de mama (4.300), próstata (3.370), cólon e reto (3.620), traqueia, brônquio e pulmão (2.410) e estômago (1.550). Confira a lista completa ao final da reportagem.


Com base em dados apresentados pelo Hospital do Câncer de Londrina, o panorama visto na cidade apresenta padrão semelhante a ambos os índices nacionais e estaduais, considerando as neoplasias mais comuns em pacientes da instituição no último ano, de 1º de janeiro de 2025 até a última quinta-feira (12). Destacam-se os 977 casos de câncer de pele, 645 de mama, 593 de próstata e 386 de glândula tireoide atendidos pelo HCL no período:


Top 10 neoplasias mais frequentes em pacientes femininas


Mama - 645


Pele - 546


Glândula tireoide - 315


Colo do útero - 300


Localização primária desconhecida - 281


Cólon - 175


Corpo do útero - 146


Brônquios e pulmões - 129


Sistemas hematopoiéticos e reticuloendotelial - 109


Ovário - 104


Top 10 neoplasias mais frequentes em pacientes masculinos


Próstata - 593


Pele - 431


Localização primária desconhecida - 187


Cólon - 158


Brônquios e pulmões - 133


Sistemas hematopoiéticos e reticuloendotelial - 111


Neoplasia maligna do reto - 89


Estômago - 83


Glândula tireoide - 71

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Bexiga - 56


REPORTAGEM COMPLETA NA FOLHA

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Brasil deve registrar 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028
Brasil pode ter 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028. Conheça os dados do INCA e as desigualdades no acesso à saúde.

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