Quando Marcela o conheceu, era um nenê rechonchudo de faces coradas. Uma tarde a vizinha trouxe o nenê para brincar com seus filhos e pediu licença para trocar a fralda. Marcela ajudou e até colocou talco no bum-bum dele.
Os anos passaram. Esteve muito tempo sem ter notícias de Oscar até que, em 2005, Marcela decidiu morar sozinha. Adquiriu uma kitinete mobiliada no centro de Curitiba, e seu filho Luiz ajudou a levar as malas. Ao entrar no elevador reconheceram Oscar. Era ele!...Tinha a mesma carinha rechonchuda e o cabelo encaracolado.
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No domingo, eram 20 horas, quando o celular de Marcela tocou. Era seu filho. Como é proibido estacionar na Avenida onde está localizado o prédio, Luiz disse que ficaria esperando na ruazinha do lado direito. Marcela ligou para Oscar. Cinco minutos depois, Marcela desceu e ficou esperando-o. O porteiro parecia ler o jornal. Oscar desceu e saíram juntos.
Foram para a casa de Luiz, pediram uma pizza, conversaram e assistiram a um filme de terror.... Como já era quase 2 horas da manhã, dormiram lá. Luiz em seu quarto, Marcela, no quarto de hóspedes, e Oscar, no sofá da sala.
Na manhã seguinte, levantaram cedo. Luiz estava apressado, mas deu-lhes carona. Oscar e Marcela, sonolentos, desceram do carro. Entraram falando alto. Descabelados. Os olhos inchados. O porteiro ficou em pé. Olhando-os. Ela ficou acanhada. O porteiro espalhou pelo prédio inteirinho que a coroa do 112ª (Marcela) estava namorando o rapaz do 16B. Os vizinhos olhavam para Marcela... com aquele olhar estranho.
Uma noite, ao voltar do trabalho, Marcela entrou no elevador e viu-se, frente a frente, com a fofoqueira do 123. Dulce fez ruído com suas inúmeras pulseiras ao apertar os botões. E, olhando-a fixamente, lançou a pergunta:
– Você está namorando aquele rapazinho... Oscar...? Marcela negou. Ela, sem escutar, continuou. – Eu acho tão lindos os relacionamentos anticonvencionais...diga a verdade, você já viu o Oscar nu?..
– Já viu ele nu? – voltou a perguntar. Então, com raiva, Marcela olhou nos olhos da fofoqueira e respondeu:
– Dona Dulce, não só vi Oscar nu... eu até coloquei talco no bum-bum dele.