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Sempre serei essa dama (poema de Zeltia G.)

25 jun 2011 às 19:05

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Foi uma dama que nas noites,
tecia doces quimeras,
Penélope sem reproche
quem só velava a espera.

Princesinha sem coroa
entre pilastras e muralhas;
que aguarda, mas não perdoa
que já não fiquem estrelas.

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Uma a uma foram-se apagando
enquanto contava a sua ausência.
A negrura foi preenchendo
sua dor, sua alma e essência.


Essência de amor e paixão
fogo e brasa que acendia
a chama da sua inspiração
que oferendava noite e dia.

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Mas pérfida Musa em tanto,
arrebatou a sua prudência
e sucumbindo ao seu encanto
renegou com urgência.


Esqueceu-se daquela que outrora
olhos de lua vestia,
enquanto chegava a aurora
arrebatado bebia.

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Ontem rainha, hoje Cinderella,
não mais dama de teus contos
Na sua alma não há afronta...
nem tempo para lamentos.


Porque quem da com carinho
sem esperar nada,
corre o amor pelas suas veias
e dos ódios não há lembranças.


Mas foi impossível evitar
a solidão na tua alma.
Ao escolher, tens errado
o caminha até tua dama.

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Por Zeltia G. Poeta e contista, mora na Espanha, e é editora da revista virtual ZK 2.0


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