Um dia,
junto as coisas que converso,
meto tudo num só saco,
rebusco verso e anverso
e me mando...
Viro Noel de prosa e de verso.
Se de trenó não puder ir,
vou mesmo em lombo de burro,
mas vou...
livre
leve
só...
Nem que seja breve,
que me canse na andança,
que sinta a vontade fraca
e até volte
para dar murro na ponta da mesma faca.
Tem nada não:
danço conforme a dança.
Volto,
desato o nó,
espalho pelo chão a caduquice do mundo,
ligo para o Carlos e digo:
não me chamo Raimundo nem tenho a solução!
Poema de Wanderlino Wanderlino Teixeira Leite Netto . Ele é poeta, cronista, contista, ensaísta, biógrafo, historiador (19 livros editados).
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