Falando de Literatura

Poemas na exposição do curador Carlos Zemek

12 jun 2014 às 09:16

Amanhã, sexta-feira, a partir das 19 horas será a abertura da exposição de Arte e Poesia "Encantos de España", na Casa da Leitura da praça da Espanha (antigo Farol do Saber), Rua Carlos de Carvalho, 1238, Curitiba. O convite foi realizado por Othon Aciolli, presidente do Batel Soho, quem está empanhado em fortalecer a imagem cultural da região da Praça da Espanha.



A exposição já havia acontecido no Instituto Cervantes, e em novo local adquiriu também uma apresentação diferenciada. A curadoria inovadora de Carlos Zemek reúne artistas e poetas para mostrar a produção de arte e literatura focando o tema. "Encantos de España". O evento conta com o apoio do Instituto Cervantes de Curitiba, a Embaixada da Espanha, a Fundação Cultural de Curitiba e Batel Soho.


Na opinião do curador as artes são verdadeiramente irmãs, como as Musas, e é preciso reunir linguagens diferentes para falar ao ser humano de maneira integral. Os antigos dividiam artes do tempo e artes do espaço. A poesia estava dentro das artes do tempo, pois era declamada, já a pintura era considerada uma das artes relacionadas com o espaço, pois para pintar eles trabalhavam mentalmente o local, cores, formas, perspectiva. Mas as artes estão enlaçadas em alguns aspectos, a expressividade, a sensibilidade, a busca do belo e do impacto emocional do apreciador.


Em um ambiente acolhedor, em 13 de junho, a partir das 19 horas, artistas e poetas estarão reunidos mostrando seus trabalhos. A entrada é livre.


Poema que faz parte da exposição (ilustrado com arte)


ESPANHOLA A DANÇAR


Dança, dançarina, dança.
Dança que a tua sina é dançar.
Não aquietes o chão que grita e treme com o teu sapatear.


Ouve a bela guitarra espanhola,
feito viola que chora para te acompanhar.
Empresta a tua escultura de carne e osso
E realiza este teu sonho de dançar.


Gira, dançarina.
Gira com os braços a levantar.
Gira feito menina amante, com teu vestido bufante a te contornar.
Pulsa a castanhola e enfeita o som que vem de fora, enfeita o próprio ar.


Não pares, dançarina, dança,
Que esta é a tua sina e sempre será.

Marina Carraro


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