Amanhã, sexta-feira, a partir das 19 horas será a abertura da exposição de Arte e Poesia "Encantos de España", na Casa da Leitura da praça da Espanha (antigo Farol do Saber), Rua Carlos de Carvalho, 1238, Curitiba. O convite foi realizado por Othon Aciolli, presidente do Batel Soho, quem está empanhado em fortalecer a imagem cultural da região da Praça da Espanha.
A exposição já havia acontecido no Instituto Cervantes, e em novo local adquiriu também uma apresentação diferenciada. A curadoria inovadora de Carlos Zemek reúne artistas e poetas para mostrar a produção de arte e literatura focando o tema. "Encantos de España". O evento conta com o apoio do Instituto Cervantes de Curitiba, a Embaixada da Espanha, a Fundação Cultural de Curitiba e Batel Soho.
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Na opinião do curador as artes são verdadeiramente irmãs, como as Musas, e é preciso reunir linguagens diferentes para falar ao ser humano de maneira integral. Os antigos dividiam artes do tempo e artes do espaço. A poesia estava dentro das artes do tempo, pois era declamada, já a pintura era considerada uma das artes relacionadas com o espaço, pois para pintar eles trabalhavam mentalmente o local, cores, formas, perspectiva. Mas as artes estão enlaçadas em alguns aspectos, a expressividade, a sensibilidade, a busca do belo e do impacto emocional do apreciador.
Em um ambiente acolhedor, em 13 de junho, a partir das 19 horas, artistas e poetas estarão reunidos mostrando seus trabalhos. A entrada é livre.
Poema que faz parte da exposição (ilustrado com arte)
ESPANHOLA A DANÇAR
Dança, dançarina, dança.
Dança que a tua sina é dançar.
Não aquietes o chão que grita e treme com o teu sapatear.
Ouve a bela guitarra espanhola,
feito viola que chora para te acompanhar.
Empresta a tua escultura de carne e osso
E realiza este teu sonho de dançar.
Gira, dançarina.
Gira com os braços a levantar.
Gira feito menina amante, com teu vestido bufante a te contornar.
Pulsa a castanhola e enfeita o som que vem de fora, enfeita o próprio ar.
Não pares, dançarina, dança,
Que esta é a tua sina e sempre será.
Marina Carraro