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Pesca, poema de Javier Díaz Gil

09 nov 2011 às 08:48

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Lança sobre mim a tua rede
transparência da armadilha,
o fulgor do esforço de tuas mãos e de tua boca.

Deste lado apenas fica
minha sede saciada
e um punhado de sombras:

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Captura meu silêncio,
o reflexo da água nos meus joelhos
e este barro que anuncia a noite.

Sou presa fácil já
- nada temas-

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Quando observas meus olhos assustados
um último desejo
-seja valente e generoso-
não me devolvas à água.

Javier Díaz Gil nasceu em Madri, Espanha, em 1964, é Licenciado em Geografia e História. Poeta premiado, em 1998, conquistou o 1º Prêmio XI Certame de Poesia E.U. Magistério Guadalajara (Univiversidade Alcalá de Henares) Espabgam, em Junho 2000, 1º Prêmio do Certame "Humberto Tenedor", Abarán(Murcia), em 2000, 1º Premio "NICOLÁS DEL HIERRO", e em 2010, foi finalista do 1º Prêmio de Poesia Addisson de Witt •

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Blog do poeta: http://javierdiazgil.blogspot.com/


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