Este ano o prêmio mais esperado da Academia Sueca, o Nobel de Literatura, foi para França. Patrick Modiano, 69 anos, é o novo vencedor. Alguns de seus livros falam da ocupação nazista durante a Segunda Guerra Mundial. E ele tem uma relação emocional muito forte com esse fato, pois é filho de um judeu de Alexandria. Seus pais se conheceram durante a ocupação nazista na França.
A Academia Sueca destacou a capacidade de Modiano de trabalhar com a memória. Muitos falam que as narrativas de ficção têm três pontos de partida: a memória, a imaginação e a observação. Os três olhares não estão sempre presentes, mas com certeza um deles comanda a narrativa. No caso de Modiano seu olhar se volta para o passado – a memória guia as estórias.
Modiano teve que suportar a perda do pai, muito cedo, e a perda de um irmão na época da adolescência. Esses fatos, e o relacionamento de seus pais na época da guerra, marcam não só suas memórias, mas seus textos.
Em 1978, ganhou o Prêmio Goncourt, com o livro Uma Rua de Roma, lançado no Brasil pela editora Rocco. Ele tem mais de 30 livros publicados, a maioria são romances, nos quais assuntos importantes como amor, solidão, perda e guerra fazem parte das narrativas.