o banquete líquido do não-amar"
lá fora, a multidão solitária,
com seus escafandros tingidos de sexo,
inundam as madrugadas vazias.
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morre devagar a coragem do amanhecer dos homens.
se pudessem sentir o crispar da pele
na parte de dentro da alma
e bebessem o líquido dos corpos que usam,
não deixando-os seguir pelas correntezas anônimas,
arrastados pelos ímpetos e solidão,
gozariam a essência da partilha e iluminariam
os olhos da coragem do existir para o ser e o sentir...
seriam tão belos e divinos!
ah covardia!
noites de cristais líquidos e de luminescências leds,
de amores arrotados sem compreensão,
vazios de universalidade,
prendidos no egoísmo do medo do ser e do sentir...
mostra-te sensível e contemplativa
e não coisa sem substância.
lá fora, a multidão amanhece
para os seus quartos solitários, para os sentires de meia hora.
líquidos, anônimos...
existem para o medo de se perderem em olhares.