A poeta Tais Martins lançará em 30 de maio, 19 horas, no Palacete dos Leões (Alto da Glória, Curitiba), o seu novo livro "Ossatura Poética".
Depoimento da autora:
"Ossatura Poética é um conjugado de escritos emocionados sobre as cores que a vida edita na minha carne e que os meus ossos suportam segundo a sua tarefa orgânica. Costumo dizer que o passado nos alinhava, mas é o futuro que nos costura. Corpo e sangue envolvem os ossos. Porém são os pensamentos que extravasam os nossos limites. Na minha conjugação morfológica não há tendência áulica. Tampouco me afeiçoei aos cetros e coras. O meu lugar social é comum. Observo o tempo e seus engodos e os retrato com minúcias nos poemas que emanam da inquietude da minh’alma.
A singular criatura que funestamente habita o centro da cidade. Ou talvez aquela pessoa que caminha como Quasímodo. Sua deficiência está nas emoções que corroem suas veias e punem o seu sangue. Quantos e quais seriam os aportes que sua ossatura carrega? Noto longinquamente uma pele carente e olhos emocionados. Calculo o peso de seu coração frustrado.
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Não versarei nas páginas desse novo livro de ganhos ou perdas da vida. Apenas uso minha caneta para delimitar os meus sentimentos e ampliar as vicissitudes dos momentos que compõe a cronologia da vida. Houve olhares que me cobriram de afagos e despedidas que com o tempo garantiram a minha paz. Não é possível estar sempre certo e tampouco errarmos de modo repetício pela eternidade.
Entrego nas suas mãos o meu livro Ossatura Poética. Asseverando que cada poema é único e cada história de amor pode confluir para as ilhas emocionais de cada um. Só podemos sentir o que somos capazes de viver. Não somos prisioneiros da carne e dos ossos, mas algumas almas agonizam nessa prisão. Almas mais sensíveis devem encontrar calabouços emocionais ou castelos de contos de fadas. O importante é não permanecer amarrado aos vazios.
Fazer diferente. Criar. Emocionar. Essa é minha tarefa no mundo. Afinal eu preferi amealhar dores do que vazios... Viva a literatura... o livro agora pertence a cada um de vocês..." Texto de Tais Martins.