Gerson Delliano, ator de teatro e de televisão, diretor de teatro, é o convidado especial da Exposição de Artes Plásticas e Literatura "Mês da Mulher", curadoria de Carlos Zemek. Gerson dramatizará dois textos: um poema e um minconto.
Vernissage: 13 de março, 19 horas - entrada franca. Estação Business School. Avenida 7 de Setembro, 2775, no 5º andar.
Aproveitamos a oportunidade para conhecer um pouco mais do trabalho de Gerson Delliano, ator que se destaca pela profundidade e dramaticidade de seus personagens.
Gerson, quais são os papéis que gosta de interpretar?
Gosto de gente com imperfeições humanas, galãs com defeito.
Tipo... Dr. House?
Sim, gente de verdade. É a sedução da imperfeição.
Qual foi o trabalho mais difícil?
"
A Menina de Tranças" do quadro "Casos e Causos" da RPC.
Qual foi a dificuldade?
A questão é que quase toda comunicação do personagem é pelo olhar - tem que dizer tudo com o mínimo de palavras. O João não fala quase. Ele fala com os olhos o tempo todo, e na televisão o olho diz coisas diferentes a cada milímetro de movimento, exige muito do ator.
Agora fale um pouquinho de literatura. Quais são seus livros preferidos? Aquelas leituras mais marcantes?
Adoro ler. Leitura e música são minhas paixões. Muitos livros estão na minha memória, entre eles: O Estrangeiro - Albert camus, Memorias do Subsolo - Dostoiéviski, Short Cuts de Raymond Carver, Cartas na Rua – Bukowski, La Paloma, Patrick Suskind. Entre os autores brasileiros Gerson destaca Rubém Fonseca, Caio Fernando Abreu e Luci Collin.