Falando de Literatura

Entrevistado: Ubiratan Lustosa, radialista e escritor curitibano

04 fev 2014 às 09:11

Entrevista concedida a Vanice Zimerman Ferreira (escritora e artista plástica), e publicada com autorização.

Ubiratan Lustosa nasceu em Curitiba, em 1929. Formado em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Admirável radialista, poeta, trovador, escritor, letrista, contista e historiador é um dos nomes mais destacados da história do rádio curitibano, paranaense e brasileiro e autor de vários livros.



1- Ubiratan, desde criança você demonstrou interesse e facilidade em comunicar-se, conte-nos sobre o início da sua profissão como radialista.
R: Após atuar como locutor no serviço de alto-falantes nas festas paroquiais da Igreja do Coração de Maria, fui locutor da Rádio Marumby e depois da Rádio Clube Paranaense. Em ambas fui diretor.


2- Em quais rádios você já trabalhou e trabalha?
R: Por longo tempo atuei na Rádio Marumby, na Rádio Clube Paranaense e na Rádio Paraná Educativa – hoje Rádio É Paraná. Atuei em outras por curtos períodos.


3 - Além de um excelente radialista, você também é escritor, poeta, contista e historiador. Quantos livros têm publicados, e quais são as suas fontes de inspiração?
R: Tenho quatro livros: O RÁDIO DO PARANÁ – FRAGMENTOS DE SUA HISTÓRIA (editora Instituto Memória), RAIA, SETRA, SAPECADA E OUTRAS NARRATIVAS CURITIBANAS, TRILOGIA DO AMOR NO PARQUE E OUTRAS POESIAS PARANAENSES e NOSSO ENCONTRO COM UBIRATAN LUSTOSA. Participo de duas coletâneas: PIÁS E GURIAS – CRÔNICAS CURITIBANAS e AOS QUATRO VENTOS – CRÔNICAS DE VIAGEM.


4. Na coletânea "Aos Quatro Ventos", lançada em agosto/ 2013, pelo Instituto Memória. Você participa com uma crônica: "O Grito Oração" que relata curiosidades sobre viagens, uma delas que fez à Itália em 1990, para participar da equipe que transmitiria a Copa do Mundo. Gostaríamos que nos contasse alguns momentos marcantes e curiosos que viveu naquele país.
R: Meus avós maternos nasceram na Itália, essa viagem foi a realização de um sonho e assim em cada esquina eu encontrei uma nova emoção. Criei em parceria com meu saudoso amigo Léo Pereira o programa "O OUTRO LADO DA COPA" que apresentava uma série de informações que não constavam dos horários de esporte da época: atrações turísticas, curiosidades na comparação do idioma italiano com o português do Brasil, um pouco de história, fatos curiosos e muito mais.
Momento marcante foi a nossa ida ao Vaticano. Um colega de origem polonesa conseguiu junto a sacerdotes amigos os convites para cinco componentes de nossa equipe participarem de um grupo vindo da Polônia que seria recebido pelo Papa. E lá fomos nós, passando por poloneses. Eram diversos grupos reunidos separadamente num local enorme no alto de um dos edifícios do Vaticano. João Paulo II foi de grupo em grupo, conversou um pouco e deu a sua bênção. Dono de extraordinário carisma o Papa nos deixou emocionados. Agora, perto de sua canonização, é muito bom poder dizer: estive pertinho de um Santo.


5- Quanto à Copa de Mundo de 2014, quais são suas expectativas, e as seleções e jogadores que mais admira?
R: Acho a Seleção da Alemanha uma séria candidata ao título. Temo que os movimentos de protesto contra a realização da Copa tragam tristes consequências para o País.


6- E sobre seus planos futuros?
R: Na minha idade a gente alimenta mais esperanças do que planos. Espero ter inspiração que supere a pequenez do talento e saúde boa que me dê forças para prosseguir fazendo o que gosto.


7- Qual mensagem gostaria de deixar aos seus ouvintes e leitores, que tanto o admiram.
R: Que apesar de tudo continuem crendo no bem, na justiça e sobretudo no amor.

Curitiba, 29 de janeiro de 2014.


Vanice Ferreira é formada na área de letras, poeta, escritora e artista plástica.


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