CANOEIRO Benilson Toniolo
Não escapei da fuligem Que o tempo me impôs. Outros rostos me interrogam Todas as tardes: Errei de novo? Alguns amores me enganaram, Outros nem chegaram a nascer. Traí muitos, por neles não ter crido. Os amigos permanecem intocados, À espera que eu os descubra. Fujo sempre de pássaros, Pela angústia que me causa Sua breve liberdade. Sou um andarilho, que a cada dia se despede E busca aquilo que não sabe. O vento, que no calor da madorna Acaricia as canoas à beira-rio, Bem que podia ser eu...