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Canoeiro - poema de Benilson Toniolo, tela de Bittencourt

10 nov 2012 às 20:12

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CANOEIRO
Benilson Toniolo

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Não escapei da fuligem
Que o tempo me impôs.
Outros rostos me interrogam
Todas as tardes:
Errei de novo?
Alguns amores me enganaram,
Outros nem chegaram a nascer.
Traí muitos, por neles não ter crido.
Os amigos permanecem intocados,
À espera que eu os descubra.
Fujo sempre de pássaros,
Pela angústia que me causa
Sua breve liberdade.
Sou um andarilho, que a cada dia se despede
E busca aquilo que não sabe.
O vento, que no calor da madorna
Acaricia as canoas à beira-rio,
Bem que podia ser eu...

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