Joãozinho gostava mesmo era de computador. Preguiçoso para esportes, mas bom, bom mesmo, na área de informática. Joãozinho decidiu fazer um curso de especialização em redes.
Elenir, uma menina arrogante e boa de bola, zombava dos CDF. Joãozinho foi alvo de suas piadas de mau gosto. Cansado, decidiu vingar-se.
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A turma estava no laboratório de informática para imprimir alguns trabalhos.
A professora perguntou:
- Elenir, você fez o trabalho de biologia?..
– Fiz... – respondeu a menina – e vou imprimir agora mesmo.
Elenir ficou em um computador e Joãozinho em outro, bem afastado. Experto em redes conseguiu, sem mexer-se do lugar, deletar o trabalho de Elenir, antes de ela conseguir sequer abrí-lo.
– E seu trabalho? – perguntou a professora.
– Meu trabalho estava aqui... estava...
– Seja honesta, Elenir, você não fez o trabalho?
– Eu fiz... – chorava a menina – e ele desapareceu.
– Trabalhos não desaparecem do computador. Você deletou?
– Não deletei... eu coloquei no computador, e o trabalho... o trabalho sumiu!..
Joãozinho não resistiu e soltou uma forte gargalhada.
– Foi ele!.. Foi aquele CDF!.. Foi ele!
– Eu? – perguntou Joãozinho – acaso eu mexi no seu computador.
– Não, não mexeu... não mexeu no meu computador, mas eu sei que foi ele! – gritou Elenir. As lágrimas corriam pelas bochechas.
– Elenir, pode provar?
– Não!..
– Elenir – falou a professora – não pode acusar um companheiro sem ter provas. Peça desculpas para Joãozinho e terá a chance de apresentar o trabalho novamente.
– Professora....
– Elenir!..
Assim foi como Elenir teve que pedir desculpas para Joãozinho . A história espalhou-se pela escola. Nunca mais Joãozinho foi chamado de CDF.