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Inovação em Londrina

Entrevista com Lucio Kamiji

Lucas V. de Araujo
17 mar 2026 às 09:10

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Foto: Divulgação
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Lucio Kamiji é CEO da Consystem, presidente do TI Paraná, presidente do Conselho de Administração do Instituto Estação 43, diretor do Sistema Fiep, membro do Fórum Desenvolve Londrina e do APL de TIC de Londrina


1) Como surgiu o Instituto Estação 43 e de forma ele trabalha?

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O Instituto nasceu dentro do Núcleo de Desenvolvimento Empresarial da Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL) após um estudo do Fórum Desenvolve Londrina para estruturar o ecossistema de inovação de Londrina. Em 2017 o Núcleo de Desenvolvimento Empresarial contratou, juntamente com o Sebrae, um estudo da Fundação Certi de Florianópolis para identificar os ramos empresariais mais promissores da cidade. Um deles foi o setor de Tecnologia da Informação e da Comunicação (TIC), que é o meu ramo de atuação, e os demais foram agronegócio, saúde, eletromecânico, químico e materiais. A partir da identificação dessas áreas, iniciou o trabalho das governanças, que reúnem profissionais dessas áreas para discutir o contexto e buscar soluções. No entanto, essas governanças não têm CNPJ. Então, pensamos que seria necessário ter uma entidade que pudesse ser uma ferramenta de integração, que buscasse projetos, potencializasse ações entre as governanças. Nesse sentido, foi criado o Estação 43, que realiza esse trabalho por meio de um Conselho Consultivo, o qual é formado por 12 governanças atualmente. Cada governança realiza um evento grande para expor seus projetos mais importantes.


2) Que outras ações vem sendo realizadas pelo Estação 43 além dos eventos?

As governanças têm dificuldade em buscar recursos públicos sem CNPJ. Com a Estação 43 a realidade mudou, o que foi possível a partir de outubro de 2025 quando conseguimos formalizar o Instituto Estação 43 perante o cartório de registro de documentos. Desde então, conseguimos ter acesso a recursos que nos possibilitaram realizar o Festival Internacional de Inovação de Londrina (FIIL). Também estamos tentando ter acesso a recursos de mais entidades públicas de fomento, tais como Fundação Araucária, Finep e CNPq. Estamos em uma fase de estruturação do corpo executivo do Estação 43 para ela ser considerada uma Organização Social (OS), com 30 a 40% do grupo formado por entidades públicas. Quando essa etapa estiver finalizada, acreditamos que teremos maior agilidade em alguns processos, como já acontece com outras OS de destaque pelo Brasil, como no caso do Porto Digital no Recife (PE). A ideia é ter um escritório de projeto dentro do nosso Instituto para que entidades ou empresas possam submeter um projeto a determinado edital de fomento a partir da nossa expertise/colaboração. Importante lembrar que como organização social temos que prestar contas ao órgãos de controle, como o Tribunal de Contas. 


3) O Estação 43 pode gerir recursos do Fundo Municipal de Inovação? 

Existe um fundo de 2009 ou 2010, se não me engano, que é o Facitel. Este fundo ficou parado por um bom tempo e não foi para frente na falta de um comitê gestor, o que aconteceu apenas em fevereiro deste ano. O Estação 43 poderia fazer este tipo de gestão. Dependendo do caminhar das coisas, pode ser que a gente tome um caminho diferente, que não seja em formato de OS, para apoiar as governanças. Podemos ir adiante também e fazer o papel de gestão não só das áreas públicas de inovação, como também das privadas. 



*Lucas V. de Araujo: PhD em Comunicação e Inovação (USP).

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Jornalista Câmara de Mandaguari, Professor UEL, parecerista internacional e mentor de startups. 


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