Todos os dias, Lola, uma cachorrinha branquinha com uma mancha preta na orelha esquerda, passava as manhãs tomando sol no jardim.
Lola se divertia e corria.
Lola se divertia e pulava.
Lola se divertia e rolava.
Lola se divertia e tentava pegar as borboletas.
Lola ficava encantada com a grande quantidade de borboletas que passeavam por ali. Eram brancas, amarelas e azuis e ficavam voando entre as flores.
Em um desses dias ensolarados, ela estava prestes a prender com suas patas uma enorme borboleta quando ouviu uma vozinha:
-Heim, cuidado aí!! Quase fico sem uma das minhas asas!
Lola ficou paralisada, não podia acreditar que a borboleta estava falando com ela.
A borboleta continuou:
-Preciso das duas asas para realizar o meu trabalho.
-Que trabalho? Perguntou Lola, ainda assustada.
-Ora, nós não somos como vocês cachorros que passam o dia sem fazer nada -Disse Dona Borboleta enquanto pousava no focinho de Lola e continuou:
-As borboletas, assim como outros insetos, carregam o pólen de uma flor para outra, espalhando as sementinhas e assim ajudando a deixar o jardim sempre florido.
Desenho de Anelize Nicolao Lobo Pacheco.
Lola olhou ao redor. O jardim era lindo com muitas flores coloridas e cheirosas.
- Desculpas então Dona Borboleta! Prometo tomar mais cuidado!
Lola então olhou bem séria para a borboleta que já estava entrando em uma rosa e disse:
- Você borboleta ajuda as flores do jardim, mas eu também tenho a minha função, pois protejo a casa e as pessoas que moram aqui! E o mais importante, levo eles para passear todas as tardes!!!
A Dona Borboleta achou graça, mas concordou com Lola. Agora elas se tornaram amigas e todas as manhãs se encontram no jardim.
Texto: Eliziane Nicolao Lobo Pacheco
Ilustrações: Anelize Nicolao Lobo Pacheco