As novidades anunciadas no programa do sócio-torcedor do Londrina trazem uma expectativa de que finalmente o produto possa alavancar.
Interagir com o seu público consumidor, dar benefícios exclusivos a ele, tratá-lo como consumidor, gerar conveniência e conforto são premissas básicas para fidelizar e cativar o torcedor. O Londrina até hoje não fez isso e parecia desconhecer esses preceitos fundamentais.
A situação começa a mudar, pelos menos na teoria, por enquanto. Já é um avanço. A contratação de um profissional da área foi o primeiro passo. E decisivo. Sem isso, o projeto não sairia do lugar.
A ideia de se fazer um tour pelo CT, levar a torcida nos dias de jogos para conhecer os bastidores, vestiário, prestigiar eventos exclusivos e apresentações não é novidade, mas são produtivas. Dá certo em muitos lugares e, adequada a nossa realidade, pode ser sucesso aqui também.
Mas, as ações precisam sair do papel e contar com a colaboração do departamento de futebol do Londrina. Ter uma equipe para divulgar e vender o produto também é fundamental.
A primeira ação efetiva vai ser levar 40 torcedores ao lançamento da camisa 2016. A ideia é boa. É um evento fechado e que muita gente gostaria de ir para estar próximo de jogadores e conhecer os bastidores. O caminho é por aí.
O sócio-torcedor do Londrina só vai para a frente quando o clube entender que precisa tratar bem seu torcedor/cliente e oferecer exclusividades para ele.
E quando o torcedor entender que aderir ao sócio-torcedor não é uma favor que ele está fazendo ao clube. É um produto altamente vantajoso, que lhe dará descontos, vantagens e é uma forma de colaborar com o time do coração. Ir ao estádio é apenas mais um desses benefícios.