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Blog do Lucio Flávio

Quem paga a conta de ficar um mês sem jogar?

13 fev 2019 às 16:08

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Gustavo Oliveira/Londrina Esporte Clube
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Em um futebol cada vez mais negócio, cada vez mais caro e competitivo, é difícil de imaginar que um clube fique um mês sem jogar em meio a temporada. Pois é, mas no futebol paranaense isso é uma realidade, por mais incrível que pareça.

Confesso que já analisei todas as possibilidades possíveis para entender os motivos da Federação Paranaense marcar apenas para o dia 10 de março o início do segundo turno do Estadual. Não encontrei uma justificativa plausível. Talvez o pessoal queira emendar o final de semana do carnaval e curtir uma praia.

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Dos 12 times que jogam o Paranaense, oito atuaram pela última vez no domingo (10) e só voltam a campo no fim de semana dos dias 9 e 10 de março. Ou seja, serão 28 dias sem nenhuma partida oficial. O campeão do primeiro turno será conhecido no dia 24, mas o campeonato só será retomado duas semanas depois.


Para clubes mais estruturados e que disputam outras competições, como Atlético, Londrina e Paraná Clube, a inatividade causa menos problemas e prejuízos. Mesmo sabendo que os clubes só faturam quando entram em campo.

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Agora imaginem equipes como Rio Branco, Cascavel CR, Maringá, Cianorte que têm apenas o Estadual para jogarem neste momento. Ficarão um mês sem aparecerem, sem jogarem, sem exporem as suas marcas, sem vender nada, sem arrecadação e ao mesmo tempo tendo que bancar todas as despesas normais da manutenção do elenco e do clube. Quem paga a conta? E, pior ainda, como pagar a conta?


O Campeonato Paranaense vem perdendo ano a ano importância, relevância e audiência, também devido a regulamentos e fórmulas esdrúxulas. Alguém aí lembra do super mando?


Tecnicamente, o Estadual perde qualidade há anos em razão do pouco dinheiro que circula no nosso futebol. E isso gera uma roda gigante sistêmica: clubes pobres, equipes ruins, pouca torcida nos estádios, baixo interesse, baixa audiência, poucos patrocinadores, clubes pobres, equipes ruins...e por aí vai.

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Só quem pode mudar este cenário são os clubes, mas me parece que há pouco ou nenhum interesse dos nossos dirigentes em se unirem e buscarem alternativas para ressuscitar o nosso futebol. Mas há uma esperança. Em março, tem eleição presidencial na FPF e, a partir daí, tudo será diferente. Ou não, né!


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