A derrota para o J. Malucelli foi o quinto jogo sem vitória e sem marcar sequer um gol do Londrina no Paranaense. O jejum alviceleste vai além disso.
Nos últimos oito confrontos, incluindo o Santos pela Copa do Brasil, o time marcou só dois gols e venceu apenas um jogo. Se tirarmos as três vitórias nas rodadas iniciais do Estadual, em sete partidas, o Lec venceu uma, perdeu três e empatou outras três. Aproveitamento pífio de 28%.
O Lec se aproveitou da longa pré-temporada para vencer no início da competição. Sãos esses nove pontos que garantiram a classificação, caso contrário, o Londrina estaria brigando para fugir do torneio da morte.
Quando os adversários começaram a se arrumar, as deficiências do time, sobretudo no sistema ofensivo, vieram a tona.
O Londrina paga o preço de ter apostado em três atacantes - Artur, Weverton e Neílson - que jogaram muito pouco em 2014 e por isso sentem a falta de ritmo e de uma condição técnica e física mais apurada.
O time tem condições de melhorar? Tem. O elenco tem qualidade e a segunda fase é um outro campeonato. Apesar que está cada vez mais difícil acreditar que o bom futebol vai voltar. A cada jogo o time piora, cria menos e tem mais dificuldade para fazer gol. A cobrança aumenta e a confiança diminui.
Talvez seja a hora do técnico Cláudio Tencati mexer radicalmente no time. Dar chances para quem ainda não jogou, mudar o esquema, a forma de atuar. Fazer testes no confronto contra o Atlético para ver se o time consegue se reinventar.
Foi assim em 2014. Na última rodada, o treinador surpreendeu ao escalar Bidía e Joel no jogo contra o Coritiba. A equipe reencontrou o jeito de jogar e embalou rumo ao título.
Quem sabe a fórmula dê certo novamente. Talvez, seja a última alternativa.