Quando a bola rolar no domingo, às 19h, em Aracaju, o Londrina estará a 180 minutos do passo mais importante para o seu renascimento completo. A volta para a série B será a prova de que o Tubarão realmente ressurgiu forte.
Ouso a dizer que o confronto contra o Confiança é o mais importante dos últimos 17 anos do clube. Desde aquele fatídico 3 a 0 contra o Gama, em 1998, quando o alviceleste estava a uma vitória da série A.
A derrota, naquela oportunidade, foi aceita de uma forma tão natural por jogadores, comissão técnica e diretoria, que gera suspeitas até hoje do que teria acontecido nos bastidores na noite que antecedeu a partida.
Claro que neste tempo teve o título Paranaense de 2014, e que foi importantíssimo e marcou o fim de um jejum de 22 anos. Marcou a volta do LEC no cenário paranaense.
Sem desvalorizar, mas um título estadual não tem a dimensão que tem a volta a uma série B. Hoje muito mais valorizada do que há 11 anos, quando o LEC a disputou pela última vez.
Por isso que o desejo por esta competição é muito grande. Estar em uma série B, televisionada, com cotas de patrocínio, exposição no país todo, calendário completo é o sonho de qualquer equipe média do nosso futebol.
Não é pouca coisa estar na elite da elite do futebol brasileiro. Em um universo de mil clubes profissionais, figurar entre os 40, é sim muita coisa.
Voltar para a série B vai recolocar o Londrina no cenário nacional, onde ele foi protagonista nos anos 70 e 80. Mas, que foi esquecido pelos tempos de penúria e decadência dentro de campo nas décadas de 1990 e 2000.
Significa a possibilidade de projetar o clube em uma condição de profissionalismo em todas as áreas: comercial, marketing, comunicação, relacionamento, proximidade com o seu "cliente".
Retornar significa a chance de arrecadar muito mais em diversas frentes e, com isso, estruturar o clube, dentro e fora de campo, para um dia sonhar em voltar, mas voltar forte, para uma série A. Hoje, algo ainda muito distante.
Regressar para a série B é o marco final do ressurgimento completo do Caçula Gigante, que foi dado como morto em 2009. E que passou por uma intervenção da Justiça do Trabalho, que encontrou, até então, um caminho inédito para sanar a instituição e que salvou o clube da extinção.
Que encontrou um parceiro que transformou o futebol alviceleste, que vivia de pires na mão e sem credibilidade, em um trabalho realmente profissional. E que conseguiu em cinco anos, em termos de resultados, o que o clube, em vias normais, demoraria 20 anos para alcançar.
Portanto, que todos tenham consciência deste momento. Que os jogadores façam destas duas partidas, os jogos mais importantes de suas vidas. Que consigam fazer este confronto se eternizar na gloriosa história alviceleste.
E que você, que não entra em campo, também se conscientize do passo importante da história que o LEC está prester a dar e faça a sua parte. Seja ela da forma que for. Você também é responsável. Juntos, somos mais fortes. E esta união de todos vai levar o Londrina ao renascimento completo.