A passagem do ex-jogador Élber Giovane a frente da presidência da Fundação de Esportes de Londrina (FEL) durou apenas seis meses. Élber deixou a entidade alegando muitos compromissos pessoais e profissionais, o que dificultava o seu trabalho.
Élber conseguiu realizar poucos avanços na FEL, em virtude da falta histórica de estrutura e recursos da entidade. E em pouco tempo não seria possível resolver essas questões.
Enfrentou enormes dificuldades com o corte de verbas. A liberação dos recursos para as modalidades esportivas começou a acontecer apenas em junho.
O problema do VGD. A prefeitura quer de volta o espaço e o Londrina quer renovar a concessão. A situação continua sem definição a curto prazo. A Vila Santa Terezinha tem problema semelhante.
E por último a questão do estado lastimável do gramado do Estádio do Café. O problema é antigo, mas a administração atual não conseguiu amenizar a questão. E jogar em um gramado desta forma desgasta muito.
Élber, acostumado a lidar com a iniciativa privada, sentiu a burocracia do poder público. Já se falava que ele queria ter deixado a presidência há algum tempo. Agora chegou o seu momento.
O ex-jogador, pela sua experiência no meio do futebol, poderia contribuir muito com o esporte de Londrina. Mas, todos os problemas do município, o pouco tempo na presidência e a necessidade de soluções urgentes impediram o trabalho. ´
Até por este experiência internacional faltou um pouco de criatividade e ousadia para amenizar as dificuldades. A burocracia do poder público parece causar um engessamento de quem assume certos cargos. E não é fácil fugir desta 'prisão'. Ousar é um caminho.
Que o novo presidente, o diretor Ângelo Deliberador, tenha mais tempo, mais criatividade, mais iniciativa e, principalmente, mais sorte para tentar resolver alguns gargalos do esporte londrinense.