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Lucio Flávio

Em seu primeiro jogo como promotor, LEC tem prejuízo na estreia do Paranaense

22 jan 2020 às 15:54

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Gustavo Oliveira/Londrina Esporte Clube
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O jogo contra o Pstc, no domingo (19), na abertura do Campeonato Paranaense, foi o primeiro administrado e promovido pelo Londrina após o acordo com a SM Sports. Até como uma forma de auxiliar financeiramente o parceiro, o clube "comprou" as suas seis partidas da primeira fase do Estadual por R$ 120 mil.

Foi a primeira vez que o LEC, desde que o futebol foi terceirizado em 2011, foi o responsável por definir todos os detalhes de um jogo - preço dos ingressos, locais de venda, negociação com ambulantes, definição de valores de produtos cobrados no estádio - e, por consequência, por arcar com todas as despesas que envolvem a partida.

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Como era esperado, até pela pouca visibilidade do Estadual, a conta da partida de estreia fechou no vermelho. Entre receitas e despesas, o saldo negativo foi de R$ 4.570,45. Veja o boletim financeiro detalhado aqui.


O confronto contra o Pstc teve 1.804 pagantes e uma renda de R$ 25.179,00. As despesas totais somaram R$ 29.749,45. Os custos são divididos em três grupos: alugueis e seguros, que incluem, por exemplo, o seguro dos torcedores presentes; taxas e impostos, onde entram despesas como as taxas do anti-doping e dos 5% repassados a Federação Paranaense de Futebol.

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Como detalhe, o Paranaense deste ano não terá exames anti-doping regulares e em todas as rodadas, mas a taxa continua sendo cobrada normalmente.


O outro grupo de custos é o de despesas operacionais, que envolvem toda a logística do jogo - segurança, bilheteiros, equipe de limpeza, funcionários e outros -, além de taxa de arbitragem e seguro para os árbitros.

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Vale ressaltar que o Londrina tem também a receita que entra nos cofres do clube pela venda nos bares internos, ambulantes e estacionamento. Porém, estes valores não são divulgados pelo LEC e também não entram no borderô financeiro. Provavelmente estas receitas tenham sido suficientes para zerar o déficit.



Como comparação, no último jogo do LEC na série B do ano passado, quando a partida era de responsabilidade da SM Sports, o prejuízo foi de R$ 29.914,60. A receita foi de apenas R$ 5.238,00 para 518 pagantes. No entanto, o jogo contra o Guarani não valia mais nada e o Alviceleste já estava rebaixado.

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Nos outros cinco jogos da primeira rodada, o único que teve prejuízo assim como o do Londrina foi o entre Toledo e Cianorte, quando o Toledo teve que pagar R$ 22.705,22 do bolso para fechar a conta. Os outros mandantes - União, Coritiba, Rio Branco e Operário - tiveram lucro com bilheteria.


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