A reconstrução do Corinthians levou cinco anos. Nenhum outro clube brasileiro conseguiu tão bem sair do pior momento da sua centenária história, o rebaixamento para a série B em 2007, para chegar ao ápice das suas glórias: o título mundial no Japão.
O Corinthians soube agir com maestria em três elementos fundamentais do futebol: a paixão do seu torcedor, uma estratégia de marketing ousada e um planejamento técnico a longo prazo. Os três funcionaram bem e de forma conjunta.
O Corinthians conseguiu transformar o torcedor em cliente, em consumidor. E um consumidor que gasta no clube. Prova disso foi a melhor média de público do Campeonato Brasileiro, quase 30 mil pagantes, mesmo não brigando por nada na competição.
Com um departamento de marketing independente, criativo e visionário o clube turbinou as suas receitas. O ponto alto foi trazer de volta ao Brasil o atacante Ronaldo. Um fenômeno de fazer dinheiro e agregar patrocinadores.
Um astro mundial consagrado aliado a uma marca poderosa. O resultado foram patrocínios altíssimos, nunca antes imaginados e alcançados no futebol brasileiro.
Qualquer outro clube brasileiro teria demitido o Tite depois da vergonhosa eliminação para o Tolima na pré-Libertadores em 2011. O Corinthians fez diferente.
Preferiu apostar no projeto, no planejamento e na organização a longo prazo. E deu certo. O treinador foi campeão brasileiro, da Libertadores e do Mundial.
Tite entrou para o seletíssimo grupo dos únicos seis treinadores brasileiros campeões das três competições (Lula, técnico da era Pelé no Santos, Carpegiani, Telê Santana, Abel Braga e Paulo Autuori).
De 2008 para cá o Corinthians ganhou seis títulos. Só passou em branco em 2010, ano do Centenário. Como a pressão e a expectativa é enorme sempre que um clube comemora 100 anos é até normal. A maioria deles também não ganhou nada nos centenários.
Que o Corinthians saiba aproveitar os avanços alcançados nestes cinco anos, dentro e fora de campo, para se manter, como deve ser, sempre os entre os primeiros do futebol mundial.
E que os demais clubes brasileiros possam aprender com os acertos e exemplos corintianos para não ficarem para trás.