A notícia de que o Hamburgo pagou R$ 10,5 milhões por Cleber caiu como uma bomba entre conselheiros e diretores do Corinthians. Tudo porque o clube não pegou qualquer centavo na negociação de um zagueiro que era titular absoluto.
Sobrou para Roberto de Andrade e Duílio Monteiro Alves, responsáveis pelo futebol corintiano no ano passado, quando Cleber foi adquirido da Ponte Preta. Um grupo de conselheiros estuda até a possibilidade de pedir a instauração de sindicância, para apurar detalhes da transação.
A revolta só aumentou após os corintianos descobrirem que a bolada foi dividida entre muita gente. No caso, Fernando Garcia, Guilherme Miranda, Marcus Sanchez, Betto Rapa e o próprio jogador.
Roberto se defende lembrando que o Corinthians não tinha R$ 6 milhões para comprar Cleber da Ponte em julho do ano passado. Fernando Garcia entrou no negócio, o comprou e deu prioridade ao Timão até maio deste ano para adquirir 20%, por R$ 1,5 milhão. O clube não quis e perdeu a chance de faturar R$ 600 mil em três meses, já que embolsaria pouco mais de R$ 2,1 milhões.
A perda de Cleber se tornou mais sentida após a convocação de Gil para a seleção. O Corinthians iniciou ontem mesmo a busca por um zagueiro, já que Mano só terá Anderson Martins e Felipe em dois jogos do Brasileiro e um da Copa do Brasil.
Fonte: Blog do Jorge Nicola - Diário SP
Este é o atual futebol brasileiro, onde os empresários tem mais força e dinheiro que os clubes. Os agentes investem na compra dos direitos econômicos dos jogadores, usam a imagem dos clubes para divulgar o 'produto' e ficam com todo o lucro em uma venda futura.