Já escrevi isso aqui. E agora repito. A eleição na Federação Paranaense de Futebol, marcada para o dia 21, será decidida somente na justiça.
A incompetência da entidade é tão grande em todos os aspectos, que ela não consegue sequer fazer uma eleição transparente, com regras claras e democrática.
Hélio Cury, candidato a reeleição, inscreveu sua chapa no dia 4 de março com 45 apoios. Os times profissionais que apoiam Cury são: Londrina, J. Malucelli, Foz, Maringá, Cascavel, Prudentópolis, Nacional, Paranavaí, Arapongas, Cianorte, Junior Team, Grecal, Apucarana, Colorado e Toledo.
A chapa de Ricardo Gomyde foi inscrita na quarta-feira com 37 adesões. Isso significa que chegamos a uma situação, no mínimo inusitada no futebol paranaense. Existem apenas 61 entidades com direito a voto e 82 apoios. Só mesmo no Paraná.
Isso significa que 16 clubes apoiaram as duas chapas: Arapongas, Maringá, Prudentópolis, Nacional, Grecal, Apucarana, Colorado, Sergipe, Clube Atlético Boqueirão, Combate Barreirinha, Imperial, Urano, Rio Negro, Liga de Campina Grande do Sul, Liga de Colombo e Liga de Guarapuava.
O próprio estatuto da Federação tem dúbia interpretação. Um artigo diz que um clube pode revogar seu apoio em detrimento de outra chapa. Um segundo artigo, informa que se houver duas adesões de uma mesma entidade, vale o primeiro apoio.
Por isso, não há outro caminho. Só a justiça para salvar o futebol paranaense.